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Assinatura · Arquitetura · Paris

Maison Edouard François

O escritório parisiense que fez da vegetação matéria de construção, não decoração — prédios que brotam, torres-flor e fachadas que espalham sementes.

Quem é

A Maison Edouard François é o escritório de arquitetura, urbanismo e design do arquiteto francês Édouard François, com base em Paris — no bairro da Bastilha, para onde se mudou em 2016. O nome atual é de 2012, quando François reorganizou a agência e a rebatizou; o gesto é ao mesmo tempo uma referência às “maisons” francesas e uma piada com a própria origem aristocrática, que ele faz questão de contar. A casa reúne uma equipe internacional de cerca de trinta arquitetos e desenvolve projetos concebidos a partir do contexto geográfico, econômico, social, histórico e ambiental de cada sítio.

François é uma das figuras centrais da arquitetura vegetal na França. A obra dele é iconoclasta por método: em vez de aplicar jardim sobre a fachada pronta, faz da planta um elemento do sistema construtivo — muros de gabião que germinam, vasos estruturais, sementes que o vento carrega. L’Immeuble qui pousse (“o prédio que cresce”), em Montpellier, e a Tower Flower, em Paris, são as peças que fixaram a reputação; a Tour M6B2 de la Biodiversité, entregue em Paris em 2016, leva a ideia ao limite ao deixar que o vento dissemine sementes silvestres a partir do topo, para regenerar a flora da região parisiense.

A casa transita entre habitação social, hotelaria de luxo e patrimônio: La Closeraie (Louviers, 2006), Coming Out (Grenoble), o conjunto Eden Bio, na Rue des Vignoles, em Paris, com moradias e ateliês de artistas, o Hôtel Fouquet’s Barrière, na esquina dos Champs-Élysées com a Avenue George V, e a intervenção na Samaritaine, o antigo magazine de Henri Sauvage sobre o Sena.

No Brasil, a assinatura da Maison Edouard François aparece em parceria com o Triptyque no O Parque Brooklin, no Brooklin.

Linguagem

  • Estilo: arquitetura vegetal e contextual — cada prédio nasce de uma leitura do sítio, e a vegetação entra como sistema, não como revestimento. O resultado é deliberadamente singular, às vezes provocador.
  • Materiais e marca: vasos e floreiras estruturais, gabiões e substratos que germinam, malhas metálicas de suporte para trepadeiras, madeira e alvenaria em diálogo com o entorno histórico.
  • Prêmios: Eden Bio indicado ao Prix de l’Équerre d’Argent e ao Prêmio Mies van der Rohe em 2009; Coming Out, Prix Habitat Durable 2008.

Obras-ícone

  • L’Immeuble qui pousse, Montpellier.
  • Tower Flower, Paris.
  • Tour M6B2 de la Biodiversité, Paris — 2016.
  • Eden Bio, Rue des Vignoles, Paris.
  • La Closeraie, Louviers — 2006.
  • Hôtel Fouquet’s Barrière, Paris.
  • La Samaritaine / Cheval Blanc, Paris.
  • O Parque Brooklin, no Brooklin, São Paulo — com o Triptyque.

Assinaturas na carteira

Nenhum condomínio do acervo leva esta assinatura por enquanto — ela está aqui pelo peso do nome no alto padrão paulistano.

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