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Assinatura · Arquitetura · Barcelona

b720 Fermín Vázquez Arquitectos

De Barcelona para o Itaim: o escritório espanhol que trabalhou ao lado de Jean Nouvel, David Chipperfield e Toyo Ito, e que resume o próprio partido numa expressão — "singularidade de boas maneiras".

Quem é

Fermín Vázquez formou-se arquiteto pela ETSAM, a Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madri, em 1988, com mestrado em gestão de empresas de promoção imobiliária pela Politécnica de Madri no ano seguinte; estudou também na ETSAB, em Barcelona. Em 1997 fundou com Ana Bassat o b720 Fermín Vázquez Arquitectos, com escritórios em Barcelona e Madri e obra em cerca de uma dezena de países. É uma casa que combina arquitetura contemporânea de alta exigência com o rigor de execução de um escritório grande — traço que o próprio Vázquez aponta como a razão de a obra ser reconhecida ao mesmo tempo como inovadora e confiável.

Boa parte da reputação vem de coautorias de grande escala e alta complexidade: a Torre Agbar e o Museu Reina Sofía com o Atelier Jean Nouvel; a Cidade da Justiça de Barcelona e o edifício Veles e Vents, da Copa América, em Valência, com o David Chipperfield Architects; as Torres Fira, em Barcelona, com o Toyo Ito Architects. Ao lado delas estão os projetos que o escritório assina sozinho — o Mercado dos Encants, em Barcelona, e o Pavilhão da Espanha na Expo Milão 2015. O trabalho já foi exposto na Bienal de Veneza, na Cité de Paris e no MoMA de Nova York.

Em São Paulo, o escritório chegou pela Huma, incorporadora paulistana que fez do encontro entre arquitetura autoral e escala pequena o seu método, e que lhe encomendou a torre do Forma Itaim, com Felipe de Gerone como coautor. O terreno era estreito e restritivo, e é dele que nasce a esbeltez do prédio: fachada ventilada de peças cerâmicas vitrificadas de grande formato nas faces leste e oeste, de maior carga solar, e varandas profundas ao norte e ao sul, onde estão as vistas. O escritório trata a torre como uma das obras que melhor o representam — Vázquez a cita ao lado do Mercado dos Encants e do Pavilhão de Milão.

Linguagem

  • Estilo: contemporâneo de precisão construtiva, com a “singularidade de boas maneiras” como programa declarado — destacar-se no mar de arranha-céus indiferenciados sem recorrer à estridência.
  • Materiais e marca: fachada ventilada de cerâmica vitrificada em peças de grande formato nas faces de maior insolação; varandas profundas nas faces de vista, que sombreiam sem persiana; esbeltez do volume tomada como partido, e não como limitação do lote; luz natural levada às partes normalmente cegas do edifício — núcleo, halls de pavimento, elevadores.
  • Prêmios: dois RIBA Awards, um World Architecture Festival Award, quatro prêmios ASPRIMA-SIMA, o Emporis Skyscraper Award e o European Prize for Urban Public Space. No Brasil, o Forma Itaim venceu o International Property Awards 2016-17 na categoria de desenvolvimento residencial de alto padrão da América Central e do Sul e, em 2019, foi eleito pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat o melhor arranha-céu do mundo na categoria abaixo de cem metros de altura.

Obras-ícone

  • Torre Forma Itaim, no Itaim Bibi, São Paulo.
  • Mercado dos Encants, Barcelona.
  • Pavilhão da Espanha na Expo Milão 2015.
  • Torre Agbar e Museu Reina Sofía, com o Atelier Jean Nouvel.
  • Cidade da Justiça de Barcelona e edifício Veles e Vents, em Valência, com o David Chipperfield Architects.
  • Torres Fira, em Barcelona, com o Toyo Ito Architects.
  • Aeroporto de Lleida e Praça del Torico, em Teruel.

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