
Bairro · São Paulo/SP
Sumarezinho
Quatro quadras entre o Sumaré e a Vila Madalena, com o terminal do metrô no meio: é o nome que os Correios dão à Rua Harmonia e à Senador César Lacerda Vergueiro — e que ninguém do mercado usa.
A narrativa do bairro
O Sumarezinho é um bairro pequeno da zona oeste, dentro do distrito de Pinheiros e da subprefeitura de mesmo nome. Ocupa uma faixa estreita entre o Sumaré e a Vila Madalena, e é nessa faixa que fica a Estação Vila Madalena — o terminal da Linha 2-Verde. As ruas que o formam são conhecidas: Girassol, Wisard, Rodésia e Harmonia. O chão vem do fatiamento da antiga Fazenda do Butantã, no século XIX, quando a expansão agrícola quebrou a gleba em propriedades menores. A urbanização de verdade é do início do século XX, com italianos e migrantes de outras regiões do país, e com as vilas operárias que a industrialização de São Paulo trouxe junto. O que restou disso é o desenho: quadra curta, casa antiga ao lado de prédio novo, arborização densa e uma associação de moradores — a AMadá — que trata Sumarezinho, Vila Madalena e entorno como uma coisa só. O relevo é suave, entre 700 e 800 metros de altitude, e o CRECI classifica a região como Zona de Valor B, no mesmo degrau do Jardim Paulistano e da Vila Olímpia.
A particularidade que interessa a quem compra é de endereço, e é dura. Os Correios registram a Rua Harmonia inteira — os CEPs 05435-000 e 05435-001, até o fim da numeração — e a Rua Senador César Lacerda Vergueiro nos dois lados, como Sumarezinho. Nunca como Vila Madalena. O mercado, os moradores, as incorporadoras que lançam ali e os próprios nomes dos edifícios dizem Vila Madalena, e não estão errados: é a Vila que se vive, o metrô é o da Vila e a vida de rua é a da Vila. A régua da casa resolve o impasse sem apagar nenhum dos dois lados: o CEP manda no endereço, o uso de mercado manda no bairro.
É uma faixa, não um bairro extenso — e a parte dela colada ao metrô está em ZEU, a zona de eixo que a lei de 2016 abriu para adensar. Isso significa que os lotes bons já foram tomados pela última safra de torres e que as quadras que sobraram, de porte baixo, não têm área para repetir a operação.
Sumarezinho: o nome que só o carteiro usa. Quatro quadras entre o Sumaré e a Vila Madalena, com o terminal do metrô e as ruas mais disputadas da zona oeste dentro.
O entorno
- Clubes: o bairro não tem clube dentro dele; a vida associativa se resolve subindo para o Clube Alto de Pinheiros ou descendo para o Esporte Clube Pinheiros, os dois a poucos minutos.
- Escolas: o Colégio Oswald de Andrade e os colégios tradicionais e internacionais de Pinheiros e do Alto de Pinheiros, todos dentro do mesmo raio de caminhada ou de cinco minutos.
- Gastronomia e lifestyle: as quadras de bar, restaurante e galeria da Vila Madalena — Aspicuelta, Fidalga, Girassol, Mourato Coelho — começam aqui e não do outro lado de uma fronteira; some-se a Feira da Praça Benedito Calixto, aos sábados, e as feiras livres de rua que o bairro mantém como tradição de vizinhança.
- Parques: o Parque Córrego das Corujas, parque linear de vizinhança que é do Sumarezinho e não da Vila; a Praça Pôr do Sol, no alto do Alto de Pinheiros; e o Parque Villa-Lobos, o grande pulmão da região.

